domingo, 4 de janeiro de 2015

POESIA, AINDA DAS PRIMEIRAS



MENSAGEM



      A chuva cai no vazio, no fundo
     Do coração há um mundo,
     No mundo há um fundo de podridão
     Que está a tona; abandona a paixão;
     Tudo em volta é falta: falta ar,
     Água no sertão, está alto o olhar,
     Perdido o olhar em torno do céu.
     Há um manto, um santo sagrado,
     Um véu, um poder imaculado que
     Mata o réu; Um porta-voz anuncia:
               -Senhoras e senhores, foi morto um homem!
               Tomem um consenso, tenham senso, pudor,
               Algum amor, coragem – Morte aos insanos!
               Senhores e senhoras, temos mais quantas horas
               Para viver, antes que morram os últimos seres humanos?
     Cala o porta-voz, esta vazia a sala,
     Televisão muda, muda de planta floresce;
     Cresce o poder do homem, mas sua mente
     Não está ciente de tudo o que acontece.


                                                                                              UM DIA DE 198?


Esta poesia também é da década de 1980, e ganhou menção honrosa em um concurso de poesias de uma faculdade de Letras de São Paulo. Na época eu estava fazendo Quimica Industrial.

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