quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

POESIA - DE VOLTA AO PASSADO



OLHO



Olho pro céu e vejo
Na linha do horizonte um ser.
Olho pro céu e vejo
Na linha do horizonte um mar.
Olho pro céu e vejo
Na linha do horizonte um nuvem,
Nuvem atômica de muitos megatons,
Calando os sons das vidas que destruiu.
Olho pro céu e nada vejo,
Não vejo o ser, o mar, a linha do horizonte.
Sou cego, pois tudo que está aí não vejo.
Baixo o olhar, vergonha de raça.
Olho para baixo, Terra é finda.
Finda o ser, o mar, o universo,
A linha do horizonte,
Finda meu olhar, meu verso.


 
                                                                                              Um dia de um ano de 198?


Nem sempre tinha uma visão boa do mundo, já naquela época (década de 1980) escrevia sobre coisas boas e ruins. Minha veia poética sempre foi melhor nas épocas que eu estava pra baixo, chateado, triste ou sofrendo por amor. Menos ultimamente, pois se fosse assim, 2014 teria rendido dezenas de poesias. Pretendo voltar a escrever também, vamos ver se consigo. É só por as coisas em ordem... ou não...

Nenhum comentário:

Postar um comentário